Ele mesmo (o reino) correndo ignorantemente em seguimento da riqueza imaginária das Minas de ouro, que nos tem arruinado e empobrecido, quando nos pareceu encontrarmos aí toda a nossa fortuna.
Alexandre de Gusmão, secretário de D. João V
Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
UMA SEMANA NEGRA
A semana que acaba hoje não podia ter corrido pior para Portugal. Do exterior tivemos: a classificação das agencias de rating; as declarações irresponsáveis do comissário Alumina; a subida das taxas de juros das obrigações do Estado (vamos todos pagar).
Em casa tivemos: a convocação do Conselho de Estado para travar a provável demissão do governo; o caso Mário Crespo; a notícia do semanário Sol sobre o caso TVI (processo Face Oculta); as declarações arrasadoras de José Eduardo Moniz; a queda da bolsa a pique; a crise na bancada do PS, etc.
Portugal atravessa uma das maiores crises do pós 25 de Abril, os problemas estruturais da economia e da sociedade acumulam-se, um terço dos portugueses vive em estado de subdesenvolvimento (20% vivem com menos de 380 euros por mês) e durante a semana, no Parlamento, travou-se quase exclusivamente o duelo das Finanças Regionais.
Uma semana negra num país deprimido. A crise política foi apenas adiada até à discussão do Orçamento do Estado: podemos ter eleições à vista que apenas agravarão a crise política e social.
A III República está esgotada.
sinto-me:
A ESCOLHA DO RESTUARANTE
UMA AMIGA TEVE A GENTILEZA DE ME INDICAR O RESTAURANTE ONDE DEVO
JANTAR COM OS MEUS AMIGOS.
A Escolha do Restaurante ou A Idade Não Perdoa ...
Um grupo de amigos de 40 anos discutiam e discutiam para escolher o restaurante onde iriam encontrar-se para jantar.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as empregadas usavam mini-saias e blusas muito decotadas.
10 anos mais tarde, aos 50 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa a havia uma óptima selecção de vinhos.
10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque ali podiam comer em paz e sossego e havia sala de fumadores.
10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.
10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical. Todos acharam que era uma grande ideia porque nunca lá tinham estado antes.
sinto-me:
Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
O DRAMA DO ORÇAMENTO
"É difícil encontrar alguém que goste deste Orçamento de Estado. Os partidos mais à direita queriam maiores cortes na despesa pública.
À esquerda, na linha populista de Francisco Louça, critica-se o congelamento dos salários. Mesmo entre os socialistas, com excepção do ministro da Finanças, ninguém parece ter gostado do resultado final.
Que as opções orçamentais dos últimos anos não foram as melhores é cada vez mais evidente. Para o ano, apesar dos salários congelados e de muita despesa "desorçamentada", o Governo só consegue emagrecer o monstro em 1%. Os cortes na despesa corrente ficam-se por uns míseros 0,3%. O problema volta a ser adiado. A este ritmo não se percebe como se vai conseguir o milagre do défice em 2013.
A escalada da dívida pública continua -85% este ano, revelando impotência em resolver o nosso descalabro financeiro. Basta ver a reacção negativa dos mercados quando foi conhecido o orçamento. O custo da dívida portuguesa, que já duplicou desde Novembro, vai continuar a subir.
Mas será que com este Governo o resultado poderia ser outro?
Temos um ministro das Finanças que escondeu o défice até às eleições. E depois engoliu dois orçamentos rectificativos e um défice surpreendente de 9,3%. Um primeiro-ministro obcecado com a sua imagem, mais preocupado com o curto-prazo do que com os problemas de fundo. E não é apenas por ser minoritário. Esse é modus operandi de José Sócrates. Não há surpresa. E quem votou nele há 3 meses sabia disso.
Grande parte dos portugueses (atrevo-me a dizer: a base eleitoral de Sócrates) não quer em apertar o cinto. Habituou-se a gastar acima das possibilidades. E a exigir tudo do Estado. O discurso público só fala de direitos, gratuidade, subsídios... esquecendo a responsabilidade individual. Desvaloriza-se o trabalho e o sacrifício pessoal. A sociedade infantilizou-se perante um estado paternalista e assistencialista.
Cerca de sete milhões de portugueses dependem, directa ou indirectamente, do Estado. Pensionistas, funcionários, reformados, desempregados, etc. O nosso Estado social é muito caro: com despesas de rico e receitas de pobre. Por quanto tempo mais vamos poder consumir mais do que produzimos?
Por tudo isto Portugal é hoje um país bloqueado. Com a economia estagnada e o desemprego a subir, o Governo prefere empurrar com a barriga.
Tornou-se parte do problema e não da solução. Enquanto a maioria dependente do Estado apoiar o "despesismo" socialista não há incentivos à mudança. Os que falam do problema são acusados de pessimismo e "bota-baixismo", como fez Sócrates na última campanha eleitoral. E como a verdade dos números não ganha eleições vamos caminhando para o abismo. Até quando?"
____
Paulo Marcelo, Jurista
Diário Económico, 5 de Fevereiro
sinto-me:
MAIS UMA DOR DE CABEÇA
O ‘plano’ de Sócrates à beira das eleições
Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita
O SOL revela os despachos dos investigadores do ‘Face Oculta’, em que estes defenderam um inquérito ao mais alto nível: estava em curso um ‘plano’, com o primeiro-ministro à cabeça, para controlar a TVI e outros mediaACTUALIZADA
P.S.
Sócrates outra vez na berlinda?
sinto-me:
Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA O CANCRO
Sete em cada dez chamadas realizadas em 2009 para a Linha Cancro foram efectuadas por mulheres, sendo o tumor da mama o que leva a uma maior procura de informação, anunciou hoje a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).
A Linha Cancro (808 255 255) ajudou cerca de 3000 pessoas de todo o país em 2009, a maioria das quais mulheres (73,2 por cento), referem os dados da LPCC divulgados na véspera do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro.
Além do apoio telefónico, a LPCC criou um e-mail - (linhacancro@ligacontracancro.pt) - para ajudar um maior número de doentes.
ESTICAR A CORDA
Sócrates parece que está mesmo decidido a provocar eleições antecipadas e oportunidades não lhe irão faltar.
Provavelmente não sabe governar sem maioria absoluta. São feitios.
Que mais nos irá acontecer?
sinto-me:
O QUE É PRECISO FAZER?
Foi detido em flagrante quando tentava burlar um banco em 25 milhões de euros. Já esteve em prisão preventiva acusado de 40 crimes: branqueamento de capitais, burla qualificada, corrupção, fraude fiscal, etc.
Amadeu Lima de Carvalho, de seu nome, era o patrão da extinta Universidade Independente, uma escola de virtudes cívicas.
Tendo em conta o seu currículo, o Tribunal de Instrução Criminal decretou a medida de coacção de apresentação diária às autoridades.
É muito difícil ir para a cadeia em Portugal… quando se trata de burlões de fraque e luva de pelica.
sinto-me:
DE OUTRO PLANETA
Os alunos do Ensino Secundário estão em «greve» por três reivindicações: Educação Sexual, Estatuto do Aluno (gostava de saber o que isto é) e… falta de liberdade nas escolas!
Provavelmente, querem mandar nas escolas. Quem estará por trás da rapaziada a deitar gasolina na fogueira?
sinto-me:
DO BLOGUE POETAPORKDEUSKER
RESPOSTA A UMA PERGUNTA POR FAZER
Sem dúvida partilhas, como tantos,
Um espaço noutro espaço intemporal
Onde o saber se torna visceral
E promete, à razão, novos encantos…
Sem dúvida viver pode ser mais
Do que este andar por cá sem ter noção
Da longa estrada dessa dimensão
Que se abre para além destes portais…
Sem dúvida… tens dúvidas, não tens?
Sem saberes a razão por que aqui vens
Precisas de entender mais do que entendes…
Resta-te o sonho antigo e derradeiro,
O último, apesar de vir primeiro…
E basta-te saber que te não rendes!
sinto-me:
Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
O PAÍS ESTÁ “CRESPADO”

Sinto a cabeça tonta, estou meio atarantado. Deve ser a depressão orçamental que paira sobre o país, excepto sobre a Madeira, que me deixa neste estado.
São casos a mais e a maior parte deles à volta do primeiro-ministro. Sócrates tem o feitio assanhado da mulher do filósofo, principalmente com os jornalistas: sobe-lhe o génio (mau) à cabeça.
Uma virose, não identificada, que provoca instintos suicidas, atacou a «classe política». A oposição, do CDS ao Bloco de Esquerda, quer dar mais dinheiro à Madeira: Alberto estás perdoado, podes continuar a insultar os invertebrados do Continente.
O caso pode descambar em crise política e não falta quem pense que Sócrates apenas está à espera de uma oportunidade para abandonar o barco. O extraordinário é que a oposição parece disposta a fazer-lhe a vontade. Será que todos estão empenhados em afundar o país? Parecem cegos à beira de um barranco.
No meio da confusão, três deputados do PS lembraram-se de um esquema infalível para combater a corrupção: por na Net os rendimentos de todos os contribuintes, com apelos à denúncia. Uma delícia.
Entretanto, economistas e outros comentadores vão falando em diminuir os salários, nos sectores público e privado, cortar mais nas prestações sociais. O cardápio também pode incluir cortes na saúde, aumento dos impostos, privatizações várias, etc.
Tributar o capital financeiro e especulativo ninguém se atreve, nem a União Europeia nem o G 20, que é uma espécie de míni UNO dos ricos.
Não é o fim do mundo mas vai doer a valer. Já não tenho idade, mas se pudesse emigrava para uma ilha do pacífico.
Bolas, também não se pode ir para lá por causa dos tremores de terra. Parece que não há mesmo qualquer saída.
sinto-me: 
com vontade de rir e chorar
Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
HAITI
Uma tragédia sem fim à vista.
O melhor e o pior do ser humano levado ao limite.
sinto-me:
Domingo, 31 de Janeiro de 2010
CONTAS SOMBRIAS
Sem que nos apercebamos, o Orçamento do Estado tem influência nas nossas vidas. Não é apenas nos impostos que pagamos mas em tudo o que compramos (taxa do IVA e outras), nas pensões e reformas que recebemos e naquelas que esperamos receber no futuro, nos serviços prestados pelo Estado: educação, saúde, justiça, segurança, transportes públicos, etc. O Orçamento do Estado está omnipresente nas nossas vidas
Foi só a partir de 2001, quando Sócrates foi obrigado a abrir o jogo que começamos a ouvir falar do Orçamento do Estado pelas piores razões. Défice, divida pública, PIB, competitividade, etc. são palavras (conceitos) que nunca mais deixamos de ouvir.
Com a apresentação do O. E. para 2010 ficamos a saber que o défice de 2009 (foram feitas três rectificações ao Orçamento), passou de 2,2% do PIB para 9,3% e que a dívida pública, naquele ano aumentou 15.851 milhões de euros!
Em três anos, de 2008 para 2010, a dívida pública passou de 110.372 milhões de euros para 142.916 de euros, ou seja aumentou 32.544 milhões de euros.
Em termos práticos, fora da linguagem especializada, défice e divida pública significam, pura e simplesmente, que temos sido mal governados, e, isto há mais de duas décadas. Também temos de reconhecer que andámos muito distraídos, o consumo parecia estar sempre ao nosso alcance.
As más notícias não ficam por aqui. Não existe qualquer garantia que o défice de 2010 seja de 8,3% do PIB (13.954 milhões de euros) e que não sejam feitas, igualmente, duas ou três rectificações ao OE que irá ser aprovado no Parlamento. Ainda não foi aprovado é já está com o futuro ameaçado.
Há muito que os OE são uma peça de ficção. Praticar «contabilidade criativa», «engenharia financeira» desorçamentação (ocultar a Despesa) passou a ser um desporto nacional para governantes e autarcas.
O OE de 2010 tem um objectivo que os analista já assinalaram, procura empurrar as medidas duras, muito duras, que irão ser inevitáveis, para 2011 ou aguarda que aconteça algum milagre.
Não é um exclusivo nosso. Há países onde existe rigor nas contas públicas mas em muitos outros o OE, quando existe, é uma fantasia: Angola, Brasil, Venezuela e muitos outros estão neste grupo.
É um paradoxo, que no século XXI, apenas um grupo reduzido de países disponham de OE credíveis.
sinto-me:
CARUNCHO
O meu Toshiba está a ficar velhote. Esteve quatro dias no «hospital» (ficheiros corrompidos, lixo que a Internet despeja nos nossos computadores, etc.) e fiquei sem ferramenta para trabalhar.
A minha casa começa a parecer um museu de Arte…Antiga, tudo vai envelhecendo à minha volta e o caruncho vai ganhado terreno. É a vida.
Mesmo desfasado no tempo vou tentar recuperar algumas coisas que aconteceram neste nosso mundo de espaventos, nomeadamente o Orçamento de Estado para 2010, que é uma espécie de História Trágico-Marítima dos tempos modernos.
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
PARADIGMAS NACIONAIS
Temos muitos. Normalmente, resultam de uma subtil combinação entre irresponsabilidade, incompetência, gestão danosa, compadrio, nepotismo e corrupção, em doses devidamente adaptadas a cada caso.
Um dos paradigmas mais frequente é as obras e concessões públicas nas suas diversas modalidades: concurso público, adjudicação directa, parcerias publico privado, as famosas PPP, concessão pura e simples, servida em bandeja de prata.
A CREL vai estar encerrada, entre os nós de ligação da A16 e de Belas, por tempo indeterminado, prejudicando diariamente cerca de 40 mil utilizadores.
A Brisa já tinha avisado em 2004, a câmara da Amadora também. Agora é o jogo do empurra do costume: A empurra para B, este empurra para C, C diz que não é nada com ele, o governo diz que está atento, mas ninguém é responsável nem irá ser.
Normalmente, existem 5 ou 6 instituições e organismos , com atribuições mal explicadas que emitem pareceres a dizer sim e a dizer não e nunca se percebe que mandou o quê.
É assim que se governa e administra em Portugal. Quando acontecer o próximo buraco iremos assistir ao mesmo filme: no final, a culpa morre sempre solteira.
sinto-me:
INTERESSE NACIONAL?
O Orçamento de Estado para 2010 ainda não tinha sido tornado público e Alberto João Jardim já tinha sacado mais dinheiro. O ridículo desta história é que toda a oposição desde o CDS até ao Bloco de Esquerda se preparava para aprovar as exigências do soba da Madeira.
O consulado de AJJ só tem sido possível pela cobardia política do Continente.
Quando é de AJJ declara a independência, deixa de nos insultar e de sacar dinheiro?
sinto-me:
Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
CASAL E CASAMENTO
“Os nomes servem para delimitar e definir realidades diferentes. Como todos sabemos, para a maior parte das actividades humanas, como a respiração, a digestão ou a locomoção, o organismo que desempenha tal função ou acto é o indivíduo humano. No entanto, no que diz respeito ao acto reprodutivo, o organismo que desempenha esta função não é o indivíduo humano mas o casal humano (macho/fêmea). O casal humano é, consequentemente, uma unidade orgânica que se alcança precisamente no acto reprodutivo da espécie, mesmo nos casais infecundos.
Se existe aqui alguma discriminação, é culpa exclusiva da própria natureza, que não dotou o indivíduo humano de capacidade reprodutiva auto-suficiente, como acontece com a respiração e a digestão.
Ora, o casamento é uma instituição que se funda precisamente nesta unidade orgânica constituída pela união entre homem e mulher. É, aliás, uma instituição milenar, anterior ao Estado, e um pilar fundamental, designadamente das sociedades ocidentais de tradição judaico-cristã, na socialização do indivíduo.
Compreendo os complexos e a frustração dos pares homossexuais, pelo facto de a natureza não lhes permitir serem um casal. Mas a culpa é da natureza e não das palavras, porque não é por mudarmos o sentido às palavras que a realidade deixa de ser o que é. Ou seja, não é por se passar a chamar mulheres aos homens que os homens deixam de ser homens como também não é por se chamar casal a dois homens que eles passam a ser um casal de facto…”
Cartas à Directora, Público, 22 de Janeiro
Maia Leandro Santana, Abrantes
P. S.
Já afirmei, neste blogue, que durante a minha vida activa trabalhei com alguns homossexuais, bons profissionais e com quem tive boas relações de trabalho e até pessoais.
Não tenho qualquer reserva mental com qualquer homossexual, homem ou mulher, mas isso não me leva a aceitar que considerem uma descriminação social não poderem celebrar casamento, porque simplesmente não são um casal.
Tem direito a um contrato civil que de garantias patrimoniais e outras à sua união, enquanto durar, mas esse contrato não é um casamento, é outra coisa.
Se eu tiver um filho homossexual, o seu parceiro não é a minha nora e se este tiver filhos, não são meus netos.
Fiquemo-nos por aqui para não complicar mais as linhagens de consanguinidade.
É lamentável que os partidos políticos, ditos de esquerda, à falta de programas políticos credíveis e de propostas que correspondam às necessidades – que não conhecem - das populações, adoptem com aparato e demagogia, temas fracturantes para manterem distraídos os respectivos eleitores.
O assunto merece mais dignidade e o texto que reproduzi acima, sem madrigais e floreados filosóficos, é linear a separar as águas.
Domingo, 24 de Janeiro de 2010
O DILEMA DO ORÇAMENTO
Contas públicas e conjuntura
Infografia: Um Orçamento em tempo de desemprego e défice elevado
O Orçamento do Estado para 2010 enfrenta uma conjuntura e exigências historicamente exigentes. O crescimento da economia será marginalmente positivo e o desemprego continuará a aumentar em 2010, de acordo comas previsões do FMI. Veja a infografia com a radiografia do que foi a dinâmica da economia portuguesa na última década.
Jornal de Negócios Online
negocios@negocios.pt
O Orçamento do Estado para 2010 enfrenta uma conjuntura e exigências historicamente exigentes. O crescimento da economia será marginalmente positivo e o desemprego continuará a aumentar em 2010, de acordo comas previsões do FMI. Veja a infografia com a radiografia do que foi a dinâmica da economia portuguesa na última década.
O Governo terá de conseguir responder às pressões para reduzir o défice público e o endividamento da economia que vêm dos mercados financeiros internacionais e da Comissão Europeia sem ameaçar a frágil recuperação e sem agravar ainda mais o desemprego.
Eis a radiografia do que foi a dinâmica da economia portuguesa na última década.
sinto-me:
Sábado, 23 de Janeiro de 2010
E A TERRA CONTINUARÁ A GIRAR

Segundo um relatório da ONU, em 2.050, a Humanidade terá mais velhos do que jovens. Será um planeta como nunca imaginámos.
Não se trata do envelhecimento da população dos países mais «desenvolvidos», trata-se globalmente, de toda a Humanidade e não há tecnologia de ponta nem realidade virtual que nos valhas: seremos uma espécie envelhecida com futuro duvidoso.
Comecei logo a rezar para que os cálculos da ONU (Divisão de População das Nações Unidas) estejam errados, talvez feitos por amadores.
Sabemos que já se extinguiram milhares de espécies e que não temos nenhum seguro de sobrevivência: a natureza não dá bónus.
Claro, que existe sempre a hipótese de auto extinguirmo-nos antes daquela data. «Combustível» não falta.
Talvez nem valha a pena estarmos preocupados com o CO2 e as alterações do clima. O melhor é aproveitarmos enquanto durar.
sinto-me:
Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
FALECEU JEAN-YVES CALVEZ
Faleceu hoje, em Paris, Jean-Yves Calvez.
Jesuíta, foi um dos maiores especialistas na Doutrina Social da Igreja.
Calvez foi autor de inúmeros livros, entre eles, foram publicados no Brasil: Política. Uma Introdução. Ática, 1997; A Economia, o Homem, a Sociedade. Loyola, 1995.
Por ocasião da publicação da encíclica Caritas in Veritate de Bento XVI, a revista IHU On-Line, 13-07-2009, o entrevistou.
Para ler a entrevista, clique aqui.
No Brasil, o jesuita francês se tornou conhecido por sua obra sobre O Capital de Karl Marx.
Frei Beto, no livro A Mosca Azul. Reflexão sobre o poder, escreve:
“Cheguei a dar aulas de marxismo eu, frade dominicano a militantes da Ação Popular (AP) em São Paulo. Acolhia o grupo aos sábados na biblioteca do convento e, tendo à mão as obras do jesuíta Jean-Yves Calvez, explicava-lhe materialismo histórico e materialismo dialético, infra e superestrutura etc. Pode parecer estranho utilizar o texto de um padre francês para ensinar marxismo. Mais tarde, no Presídio Tiradentes, em São Paulo, onde me confinaram pouco mais de um ano, eu veria os próprios comunistas recorrerem a Calvez para as classes de marxismo. Sua obra é de tamanha honestidade intelectual que, ao apresentar a teoria de Marx, o faz com uma isenção que não admite preconceitos, embora adiante procure contestar um a um aqueles argumentos”.
11 de Janeiro
IHU On-Line - De que ética estamos necessitando para mudar a economia e a política?
Jean-Yves Calvez - O que necessitamos é livrar-nos do individualismo que promove os meios da autonomização que oferece a civilização contemporânea, para aprofundar nossa ligação ao outro homem, onde se descortina a profundeza de nosso ser.
IHU On-Line - Como caracteriza a obra e o pensamento de Karl Marx? Em que sentido já estaria superado?
Jean-Yves Calvez - O que era determinismo histórico, ao mesmo tempo, aliás, que messianismo (de uma classe), é caduco. A análise do capitalismo não o é, tendo Marx visto muito bem os males que resultam de uma situação em que um número muito pequeno de pessoas controla os meios de produção, determina, então, quase todo o destino de um número muito grande de pessoas que só têm para oferecer ao processo de produção o seu trabalho, sempre mais precário do que o capital – em nossa época em que o capital é raro e em que a população capaz de trabalhar superabunda. É sempre precioso e estimulante ler Marx, notando bem que as doutrinas da União soviética totalitária de ontem estavam bem longe dos pontos de vista de Marx.
IHU On-Line - Em que medida o materialismo histórico e o materialismo dialético de Marx ajudam a compreender a contemporaneidade?
Jean-Yves Calvez – O materialismo dialético tem o mérito de conduzir à própria dialética, mas desligando-a do materialismo. Perceber a dialética é perceber o “diálogo”, a vida inerente ao ser. Jamais o ser se fechou em si mesmo, encerrado ou contido. Ele é abertura, uma forma ou outra de alteridade jamais está longe, e a transcendência também não está. Porém Marx traiu isso pela idéia materialista. O materialismo dito histórico é pernicioso, ele é uma espécie de traição da própria história em seu constante jorrar em benefício de um determinismo que o achata. Uma vez mais, o que tem valor em Marx são suas intuições na análise sociológica e antropológica do capitalismo, em todo o caso, tal como o conhecemos até hoje, capitalismo fundamentalmente “desigual”: poderia haver um capitalismo bem mais igualitário, se nós o reformássemos profundamente.
IHU On-Line - Frei Beto, sociólogo brasileiro, afirma que, quando esteve preso, na época da ditadura militar, em São Paulo, viu comunistas lendo os seus livros para estudar melhor o marxismo. Qual é sua constante na forma de abordar Marx e o marxismo em seus livros?
Jean-Yves Calvez - Sim, eu fui lido por muitos marxistas, que encontraram em meus estudos sobre Marx uma grande fidelidade aos próprios textos, distante das simplificações que oferecia o materialismo dialético e histórico correntes. Eu creio ter com isso interrogado mais de um, como eu me interrogava a mim mesmo, à escuta de um homem que cavava fundo, mesmo se ele conduzia a certos impasses.
sinto-me:
A MÁ MOEDA ESTÁ DE VOLTA
Em 2004, Cavaco Silva, num artigo, no semanário Expresso, alertou o país para os perigos da má moeda – Santana Lopes – que expulsa a boa moeda na política.
Na passada terça-feira, deu o dito por não dito e condecorou Santana Lopes com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo ( a segunda mais importante distinção do Estado) para cumprir a lei e porque se trata de um… acto de justiça.
Em vésperas do congresso do PSD e das eleições directas para a presidência do partido, os angustiados laranjas já sabem qual é a moeda que podem levantar nas caixas multibanco…
sinto-me:
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
CHOCOLATE AMARGO
A empresa norte-americana Kraft Foods comprou por 13,5 mil milhões de euros a prestigiada inglesa Cabury e passou a ser o maior produtor de chocolate do mundo.
Ninguém aprendeu nada com a crise mundial e continuam a ser praticados os mesmíssimos erros que conduziram ao estoiro do sistema.
A ideia é criar mais um grande gigante que, pelo excesso de dimensão, é grande demais para falir e para os Estados meterem o nariz nos seus negócios.
Ilusão. Vão mesmo à falência e são os Estados que têm de intervir para não irem ao fundo. Bush e Obama tiveram que salvar vários gigantes e evitar, em parte, o desemprego de muitos milhares de trabalhadores.
Os dogmas do neoliberalismo têm a mesma credibilidade da propagando dos vendedores de feira: a realidade demonstra que são falsos mas a propaganda continua.
No caso da Kraft Foods há uma vantagem adicional, a qualidade dos chocolates vai baixar: mais gordura e menos cacau.
sinto-me:
Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
ESQUECER PARA (SOBRE) VIVER
A memória mistura-se com a nossa consciência, com o histórico das nossas vidas, mas há uma memória boa e uma memória má, digo eu que não percebo nada de psicologia e ciências afins.
Os acontecimentos nefastos, os dramas e perdas que nos atingiram – a morte de um filho ou de um ente querido – a perda de um grande amor, não podem povoar com frequência a nossa memória, surgir de repente sem sabermos porquê.
Para vivermos, para que a alegria e a esperança não desapareçam, precisamos de apagar, afastar de nós, a má memória.
A consciência tem de ser selectiva para continuarmos a viver.
NÃO HÁ CRISE
A crise desapareceu; desemprego, défice, divida, PIB, tudo suspenso.
O que interessa saber é se Manuel Alegre irá candidatar-se a Presidente da República, entrar já em pré campanha presidencial. O país pode esperar!
Pessoalmente, gostava que Manuel Alegre tivesse saído de cena e que regressa-se à poesia e às caçadas. O seu tempo político já passou.
sinto-me:
Domingo, 17 de Janeiro de 2010
SUPERNOVA CASSIOPEIA A
QUE DIZER?

Haiti é uma tragédia sem sismos, é uma tragédia com sismos, é uma tragédia depois do sismo.